


O Rio de Janeiro sempre teve a facilidade e felicidade de adotar grande talentos de outros estados e até países, que se tornam cariocas.Muitos vieram para a "Cidade Maravilhosa" e ficaram. Assumiram a carioquice e a partir daí, tiveram o talento reconhecido, aplaudido e até mesmo contestado, porém sem perder a atenção de todos.
Uma dessa figuras que empunhou o título de amado e odiado, foi Carlos Imperial.
Do mesmo estado que que o "Rei" Roberto Carlos, o Espírito Santos, Imperial chegou às Águas da Guanabara nos anos 50 sem medo do "Dragão do Mar" ou qualquer feiticeiro.
Começou na TV Tupi e batalhando muito apresentou em 60 o "Clube do Rock".
Na emissora da Urca alcançou o cargo supervisor musical, em 1968. Na mesma televisão emendou o "Programa Carlos Imperial" no ar até o final de 70.
Retornando a 68 é bom lembrar que ele foi preso por enviar cartões de Natal, onde aparecia nu sentado numa privada. Para os amigos o texto era o seguinte: “Espero que Papai Noel não faça no seu sapato o que eu estou fazendo nesse cartão”. E para os não amigos, a frase ia sem o "não".
Ficou em cana alguns dias, porém não sofreu torturas, coisa comum naqueles anos.
Depois da Tupi, foi contratado pela TVS, do Grupo Silvio Santos.
O cara era uma brasa, mora!
Pode-se dizer que Carlos Imperial fez de tudo e com ousadia sem limites!
Foi jurado do "Programa do Chacrinha" e aporrinhava os candidatos, compositor de músicas de sucesso, entre elas: A Praça, cantada por Ronnie Von (Naquela praça, naquele banco...), Mamãe Passou Açucar em Mim, interpretada por Wilson Simonal (Eu era nenen, não tinha talco, mamãe passou açúcar em mim), Meu Carro é Vermelho, sucesso do rock nacional daquela época ( Meu carro é vermelho, não uso espelho para me pentear...). É bom lembrar que o "gordo" foi o pioneiro do rock in' roll brasileiro.
Foi descobridor de talentos, ator de novelas e de cinema. Na grande tela, também produziu e dirigiu. Os filmes eram de pornochanchadas, mas eram filmes, gente!
Foi o apresentador dos resultados das Escolas de Samba do Rio de Janeiro na década de 80, com o seu dez, nota dez!
Se elegeu a vereador carioca em 1982 pelo PDT, deixando os críticos cada vez mais enfurecidos. Três anos depois tentou a prefeitura, entretanto não obteve sucesso.
Ah, também fez umas incursões como construtor de imóveis nos Estados Unidos, isso é que ser multimídia, rsrsrsrsrs.
Escreveu em jornais, revistas, organizador de concursos, haja coração pra tanta emoção!
Durante a ditadura, houve a disputa entre o banqueiro Magalhães Pinto e o general Figueiredo e Carlos Imperial não perdeu a deixa, criou um concurso na TV onde dois candidatos representava, um era o banqueiro e outro o general. E ele lançava: "Aqui você vota. Escolha um dos dois. É o Magalhães? É o Figueiredo?".
Acertou e fracassou em alguns projetos. Mas o "cafajeste" sempre dava a volta por cima, parecia não sentir as "pancadas" que levava.
Sempre sacaneava tudo e a todos.
A"cenourinha" foi uma de suas "barbaridades"! Dizem que inventou essa estória para ajudar um diretor global enciumado, com um determinado ator. Até hoje o pobre artista não conseguiu se livrar da pecha de "coelho", aff!
Para fechar com chave de ouro todas a "cafajestadas", apresentou para todo o país sua noivinha de 14 anos de idade. Detalhe, Imperial tinha 42 anos a mais que a amazonense. Foi mais uma das suas.
Logo em seguida com 56 anos de idade veio a falecer, deixando aquele Novembro de 1992, triste e sem mais nenhuma pilantragem!
E hoje o Rio de Janeiro sente falta de alguém com a sua autencidade, para mandar muitas coisas aqui pra casa do c...lho!
OBS. Quem queiser saber mais sobre Carlos Imperial, recomendo o seguinte livro:
Dez! Nota Dez! Eu Sou Carlos Imperial de MONTEIRO, DENILSON
MATRIX EDITORA
Dez! Nota Dez! Eu Sou Carlos Imperial de MONTEIRO, DENILSON
MATRIX EDITORA
Imagem: GOOGLE:
Quatro momentos de Carlos Imperial.




