Amor, Sexo e Prazer

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ENCONTROS

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010



Anacleto foi para São Paulo tentar a sorte, seguindo o exemplo de milhares de nordestinos. Era "filho" da Cidade de Brumado, no Sudoeste baiano.

Chegando na “Cidade da Garoa" , Anacleto não podia creditar no que via. Eram tantos prédios altos, carros zunindo em seus ouvidos, ar carregado de tanta fumaça e um bando de gente que toda hora lhe dava um encontrão.

Ficou deslumbrado. Entretanto em grande cidade tem que ficar esperto se não pode acontecer algo desagrádavel.  E aconteceu. Em pouco mais de 30 minutos em solo paulista “perdeu” o rádio, presente de seu pai. Tentou correr atrás do ladrão e levou uma rasteira do comparsa. Caiu em cima de um tabuleiro de um vendedor ambulante e se espatifou na calçada. Foi ajudado por um guarda municipal que ainda fez uma gracinha: ”Só podia ser baiano”!

Anacleto continuou sua caminhada “sem lenço e sem documento” (olha o Caetano de novo!) até avistar, supostamente uma conterrânea. A “baiana” do acarajé, que estava mais à frente. Se dirigiu a ela pedindo ajuda, pois chegou ali com a cara e a coragem e não conhecia ninguém. A “baiana”, que na verdade era pernambucana, começou a conversar com ele e se simpatizou com a pureza exposta na sua frente. Chamava-se Dirce e morava em Sampa há 32 anos. Tinha dois filhos mais nunca se casou. Os dois já tinham famílias. Um morava próximo a casa dela no “Bairro da Freguesia do Ó” e o outro, da Marinha, residia em Belém do Pará.

O viajante aproveitou pra mostrar os retratos de “mainha e painho”, dos irmãos e até de uma vaquinha leiteira que eles tinham. Disse que tocava gaita e sacou do instrumento e executou “O menino da Porteira” e isso deixou a pernambucana emocionada com o carinho inocente daquele rapaz. E para a surpresa da “baiana” uma quantidade de pessoas se aproximou pra ouvir e consequentemente comprar os acarajés. Ela boa negociante, logo percebeu que com a parceria daquele moço podia aumentar as vendas e ele ganhar também dinheiro para sobreviver na cidade grande.

Terminado o “expediente” ela o convidou para ajudá-la levar os “trecos” até sua casa e jantar com ela. Anacleto como estava mais perdido do que “cachorro quando cai do caminhão de mudança”, aceitou o convite e seguiram. Chegando à casa de Dirce ela lavou o tabuleiro e todos os “apetrechos” que usava diariamente, colocou a roupa usada de molho no sabão em pó e alvejante, catou o arroz, separou um bom pedaço de carne e temperou, colocou o feijão no fogo, com pé de porco, linguiça, carne seca e abriu uma cerveja. Serviu o baiano e encheu o seu copo também. Pediu licença e foi tomar um banho.

Anacleto enquanto esperava, começou a executar outras músicas na “harmônica” e assim ficou até Dirce sair do banheiro. Ele pode observar que ela era uma mulher bonita e conservada, ela tinha 52 anos de idade. Anacleto beirava os 35 anos.

Jantaram e conversaram sobre a família, os filhos dela, de quando ela tinha chegado a São Paulo e do pai de seu primeiro filho. Ela foi violentada por aquele homem e engravidou. Mas mesmo assim ela quis ter a criança. O educou e sente muito orgulho de ter um filho sargento marinheiro. O mais novo também é um excelente filho, é técnico em eletricidade e trabalha num grande firma. O pai do mais novo era casado com outra mulher e por isso também não deu certo. Quanto a ela, não quis deixar de trabalhar, é forte e tem muita vida pela frente.

Beberam três cervejas e jantaram. Também com aquela comida cheia de tempero e coisa e tal, quem resiste?

Quando terminaram com a prosa, já era mais de meia-noite. Entretanto não havia problema, no outro dia era sábado e Dirce não trabalhava.

Anacleto perguntou se a anfitriã conhecia uma pensão pra rapaz solteiro e que fosse "baratinha". Ela então ofereceu pra ele dormir aquela noite em sua casa e no outro dia procurariam um local para ele. O moço envergonhado por dormir só com uma mulher na mesma casa, não quis aceitar. Dirce então exclamou “Ora, deixa de ser bobo, não vou te agarrar homem”!

A dona da casa lhe passou uma toalha e mandou que ele fosse tomar banho e assim foi feito. Mostrou-lhe um quartinho nos fundos da casa e Anacleto sonhou como nunca tinha feito na sua existência.

O baiano pulou da cama cerca de 5:30h da manhã, preparou o café, depois de exaustivamente ter procurado pelo bule, coador, etc. Abriu a porta dos fundos que dava para um pequeno quintal e pegou uma vassoura e varreu e depois lavou o cimentado. Achou uma enxada e capinou uns “matos” que já estavam grandes e fez um monte e amarrou com uma corda jogada ao lado do tanque.

Sentou-se e ficou contemplando o céu. Dirce acordou as 7:00h e se surpreendeu com o zelo do rapaz. Preparou um cuscuz e comeram.

Ela perguntou se ele já havia se casado, se tinha filhos e ele disse que não. Era muito tímido e parece que mulher não gostava de homem assim. Mas já saiu com algumas moças, porém, só para o prazer. Depois falou isso se arrependeu e ficou com o rosto vermelho de vergonha. Dirce começou a rir e disse para ele não se preocupar com essas coisas.

Ele falou da pensão, entretanto, ela pediu para ele passar o fim de semana ali com ela como convidado, apesar do filho morar próximo, ficava muito só e sem companhia.

O baiano aceitou e ficaram conversando. A quituteira pediu pra ele tocar a gaita e perguntou se ele conhecia “Asa Branca” a reposta veio num toque sofrido e belíssimo. As lágrimas desceram dos olhos de Dirce e ela se lembrou de seu Pernambuco.

A mulher ligou o “som” e colocou um disco de “xote” e o chamou pra dançar. Imediatamente o rapaz tímido virou um “pé de valsa”. E dançaram mais uma porção de estilo. Nisso Dirce notou que Anacleto ficou excitado e por conta disso, ela ficou também. Aí é que encostaram mais.

Como diz o ditado: “Água de morro a baixo, fogo de morro acima e mulher quando quer dar, ninguém segura. E assim aconteceu, a pernambucana lascou um beijo no baiano e aí o bicho pegou. Ambos carentes e cheios de fogo ficaram na cama uma eternidade, Quando terminaram, Anacleto começou tremer e pedir desculpas por ter abusado dela. Imediatamente a “baiana” o calou com outro beijo e disse que nada de errado aconteceu e que ela adorou. Ele disse que também tinha sido bom. Foi a primeira vez que se sentiu gostado por alguém.

Havia sobrado comida da noite anterior, ela pouco fez. Sentaram-se e almoçaram. Quando o almoço acabou, Dirce perguntou se ele não gostaria de trabalhar com ela. Ela faria e venderia os acarajés, cocadas e pamonhas e ele tocaria a gaita. A freguesia iria aumentar e ela pagaria a ele uma boa comissão. Ele aceitou.

Passaram um fim de semana esplêndido e feliz. Não saíram à rua. Dançavam, namoravam transavam e curtiram muito.

Na segunda-feira saíram juntos e foram trabalhar nas vendas dos quitutes. Anacleto começou a tocar seu instrumento e começou a fazer fila para ouvintes e clientes. Dirce tinha razão, vendeu quase o triplo que normalmente ela vendia. No final do dia ela deu a ele 50 Reais e ele devolveu, dizendo, que era pra ela comprar coisa pra casa. Mais uma vez se emocionou com atitude dele. Chegando a casa, a mulher que não era de brincadeira, pediu Anacleto em casamento e perguntou se ele não se importava de se casar com uma mulher mais velha que ele. Assustado, ficou vermelho de novo. Pensou e decidiu. Pegou uma imagem de Bom Jesus da Lapa, santo protetor daquela região da Bahia e ofertou para Dirce. Rezaram  e se aceitaram.

Estão juntos há 5 anos e são proprietários de uma lojinha. Lá eles vendem no balcão e por encomenda. Anacleto aprendeu dirigir e é ele que faz as entregas.

Já viajaram duas vezes para os respectivos estados de origem. Estão construindo uma casa maior em outro bairro e vão se casar no papel.

A felicidade de ambos tem o som da música.
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Imagem:
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SEM RUMO

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010



Sopra o vento
Então eu entro
Num túnel e sento
E volto no tempo
Invento
Reinvento
Desinvento
Incremento
Em todo momento
Com experimento
Oh, sentimento
Jogado ao relento
E de novo sopra o vento
Atento
E sem intento
Volto ao meu tempo.
Isento.


Imagem: Google.
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VAGABUNDO MILAGREIRO

domingo, 7 de fevereiro de 2010


Diante e tantas explorações sofridas por religiosos, em geral, que a todo momento deixam o "pobre"  dinheirinho, seja na sacolinha ou em alguma conta bancária dos que se dizem fazedores de milagres e possuidores do "passaporte" para a salvação, resolvi criar uns versos de protesto.

Imaginei como se fosse um Hip Hop.

Então... Tentem, inventem e curtam um som diferente!
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VAGABUNDO MILAGREIRO

Deus não joga, mas fiscaliza
E esta de olho em você
Não adianta inventar milagres
Você um dia vai se foder!

Toma o dinheiro do fiel
E diz que ama o seu irmão
“Vende” pra ele um lugar no céu
E de brinde a salvação

Fica esperto vagabundo
Sua hora vai chegar
Quando soar o gongo
O Homem manda lhe buscar.

E é o momento de prestar contas
Das armações ilimitadas
E vai ter que se explicar
Por que de tanta roubada.

Vagabundo milagreiro
Sujeito sem vergonha
Afilhado do capeta
Filho de uma égua bisonha

Chega de treme-treme
Pois já esta se borrando
É metido a esperto
E agora chorando!

De que adianta tanto dinheiro
Se não vai poder gastar
O inferno lhe espera
É lá o seu lugar.

Um milhão vale um centavo
Um centavo não vale nada
Na verdade o que lhe resta
É vagar "alma penada".

(Guará Matos)

Imagem: sapo.pt
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VOLTAS E REVOLTAS!

sábado, 6 de fevereiro de 2010



As várias decepções amorosas levam as pessoas a tomarem decisões nunca imaginadas. Assim começamos nossa história de hoje que é ambientada no início da década de 1970.

Leonor era uma cabrocha bonita e não aparentava os 40 anos de idade que tinha, de jeito nenhum! Morava com o filho Carlos, estudante de desenho industrial no SENAI, de 19 anos na Cidade de Nova Iguaçu, Baixada Fluminense.

Trabalhava como manicure, atendendo as madames do Rio de Janeiro. Tinha uma freguesia extensa, média de quatro atendimentos por dia, dois de manhã e mais dois à tarde. Vestia-se muito bem, perfumada, salto alto, meias finas, vestido colado, não tanto pra chamar atenção e sim por ter um corpo modelo “violão”. A mulata fechava o comércio. Mas era sistemática, não dava confiança pra nenhum “conquistador barato”, o que lhe valeu o a apelido de “Crioula Difícil”, inspirado nos personagem de Tião Macalé e Marina Miranda, do “Programa Balança Mais não Cai” da TV Globo.

A cabrocha saia todos os dias às 6 da manhã, andava até estação de Juscelino e embarcava num trem até a Central do Brasil. Chegando lá era a vez de ir para o ponto do ônibus e esperar o 415 que lhe deixava na Zona Sul, reduto de sua clientela.

Nesse vai e vem conheceu Castilho, um contabilista de 45 anos que por coincidência também morava na mesma cidade que ela e tinha um escritório na Rua das Marrecas no Centro do Rio. No começo era apenas cumprimento de cabeça, depois um sorriso e assim foram se chegando, até viajarem lado a lado no mesmo trem. O contabilista tinha carro, um fusca 68, mas dizia que preferia se locomover composições pela economia e por ter medo de ser roubado, pois aquele carro lhe custou anos de trabalho. E assim a intimidade aumentava entre os dois.

Leonor contou a sua vida, era mãe solteira. O pai do rapaz havia sumido no mundo e a deixado com a “barriga” na boca e durante muitos anos não quis saber de homem. Namorou com um sujeito de Duque de Caxias, que era casado e só foi saber da verdade um ano depois. O terceiro era evangélico radical e não gostava das roupas dela. Ela o mandou às favas. O quarto se dizia “pai de santo” e cismou que ela tinha uma “pomba gira” e podia desenvolver. A mulata não aguentou a pressão e o mandou à merda! Com essas experiências ruins, foi se desiludindo com romances.

Ele por sua vez dizia ter sido casado e se desquitou da ex-mulher há cerca de dois anos. Do casamento nasceram três filhos. Duas moças já formadas, uma era professora e a outra enfermeira e um rapaz, militar da Aeronáutica.

Começaram a sair juntos e toda sexta-feira eles desciam de carro. O bravo fusquinha passou a ter atividades. Divertiam-se bastante nos bares e gafieiras e só retornavam no sábado de manhã, direto para a casa dela. Lá eles passavam o sábado, passeavam na parte da tarde e o compromisso ia se firmando. Carlinhos, o filho de Leonor gostou muito de Castilho e Vice e Versa. Os dois saiam juntos para as “peladas” (bater uma bola) e ficavam horas na rua.

A bela manicure estava nos céus com aquela felicidade. Os meses foram passando e o namorado já dormia quase a semana toda em sua casa e dividia as despesas, fazia as compras do mês, pagava algumas contas, aparentemente era um casal feliz.

Numa das sextas-feiras Castilho ligou para a casa de uma das madames que a cabrocha atendia. Alegou que estava com fortes dores de cabeça e queria subir mais cedo. Perguntou se ela não se importava. Leonor disse que não e questionou se ele precisava de ajuda e ouviu do "seu homem" que não se preocupasse. "Era apenas um mal estar que poderia ser motivado pelo forte calor". Como a manicure ainda tinha outra cliente, não poderia acompanhá-lo. O contabilista aproveitou, pegou o carro e se mandou para a casa da “amada”.

Leonor terminou as unhas da freguesa e se dirigiu para a casa da Dra. Lúcia, médica pediatra. Chegando ao destino, foi recebida pela doutora, que imediatamente lhe foi pedindo desculpas, explicando que naquele dia não poderia fazer as unhas, porque teria que ir ao Hospital da Posse atender o filho de sua prima que caiu de uma árvore e estava internado naquela unidade hospitalar. A mulata disse que não havia problemas e que estaria de volta no dia que fosse solicitada. A médica pegou a quantia que seria paga pelo trabalho de Leonor e fez menção de entregá-la e a manicure não aceitou. Disse que só merecia receber pelo serviço se esse tivesse sido executado. Como a doutora sabia da postura digna da moça não insistiu e perguntou:

“Leonor, você tem mais alguém para atender hoje”?

A manicure respondeu que não, que ela a Dra. Lúcia seria segunda e última do dia.

Então a médica lhe ofereceu uma carona: “Nós vamos à sua cidade querida, então, você pode vir conosco, vamos"? O convite  foi prontamente aceito. Dr. Roberto, marido da médica, convocou para irem imediatamente por causa do transito.

A viagem não foi demorada e logo Leonor estava na rua de sua casa. Seguiu até o portão e ouviu a vitrola alta e pensou: Meu amor deve estar melhor. Entrou no quintal, colocou a chave na fechadura e entrou na casa. Não viu ninguém na sala e notou a porta do quarto encostada e empurrou... TEVE A PIOR SURPRESA DE SUA VIDA!

Na sua cama estava o seu “amor” e seu filho. Castilho deitado e nu, o rapaz vestido com sua calcinha e camisola, todo pintado e de peruca, rebolando ao som “Amada Amante” de Roberto Carlos!

A mulher ficou estatelada, sem cor, com os olhos esbugalhados! Eles então notaram a presença dela e também ficaram pasmos, petrificados! O contabilista começou a tremer e dizer que poderia explicar tudo! O seu filho ainda sob o efeito do personagem deu um gritinho ensurdecedor! E ela atônita parecia que estava em outro mundo.

Deixou suas coisas no chão, saiu do quarto e voltou com um facão nas mãos. O filho e o namorado se entreolharam e a cena que veio a seguir foi uma aberração. O marmanjão começou a defecar no lençol e o rapaz, urinar. Um nojo!

Ela foi se encaminhando para o Castilho e lhe deu um pancada com o lado do facão na cara e agarrou-lhe o pênis e o saiu puxando para a rua. Lá começou a espancar o “cachorro” de tudo quanto era jeito só parando com a chegada do Camburão da PM. Os policiais a seguraram e perguntaram o que estava acontecendo! Aí caiu a ficha e Leonor começou chorar, tremer e contou o ocorrido. O sargento que comandava a viatura se emocionou diante do que estava ouvindo e sentou a mão na cara do ordinário! Os soldados sacaram dos cassetetes lhe deram outra surra ali mesmo!

A cabrocha pediu licença e foi dentro de casa e trouxe o filho pelo cangote e o jogou na rua e mandando-o sumir da sua vida, que notícias dela ele nunca mais saberia. O filho, pelo menos naquele momento, os PMs alviaram.

Os dois foram conduzidos na caçapa da viatura e Leonor foi na parte da frente junto com os policiais. Chegando à delegacia fez o depoimento e voltou para casa. Arrumou todas as suas roupas, objetos pessoais e encheu umas três malas e um baú.

Foi até ao telefone público, uns dois quarteirões de sua residência e chamou táxi de seu primo Isaías e lhe pediu que fosse a sua casa. Durante o trajeto de ida e volta ao telefone público todos os vizinhos lhe paravam e a abraçavam, era muito querida  e respeitada.

O primo chegou 30 minutos depois e ouviu tudo sem interrompê-la e a apertando contra o peito, com carinho e compreensão, concordou em ajudá-la. Marcaram para que ele aparecesse depois de uma da madrugada, o que foi feito.

Retornou na hora combinada numa caminhonete Ford, emprestada pelo irmão. Retirou umas latas com querosene e levaram para o interior da casa. Voltaram com os pertences dela e colocaram na carroceria do veículo. Foram mais uma vez dentro de casa e saíram de vez.

Rodaram um quilômetro e pararam. Desceram do carro e olharam pela última vez para aquela casa que já ardia em chamas.

As lágrimas tomaram aquele rosto lindo, porém carregado de tristeza.

Os dois Castilho e Carlinhos, ficaram presos. Entretanto, foram soltos depois de alguns dias por ordem judicial, graças aos clientes poderosos do contabilista.

Dizem que ambos resolveram viver juntos numa quitinete próximo ao escritório de Castilho. Carlinhos assumiu de vez a “fêmea” que existia dentro dele. Transformou-se quase numa mulher, graças aos artifícios usados nesses casos. Passou a ser conhecida como Carla Bianca.

Sobre Leonor pouco se sabe, mas, especula-se que arrumou um emprego numa boate de encontros em Vitória da Conquista, na Bahia e se apaixonou pela cafetina.
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Imagem: Guará Matos (produzida no paint). 
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GOLPES E TRAGÉDIAS

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010



Lucélia trabalhou comigo no final da década de 1980 e convivemos profissionalmente na mesma empresa, durante dois anos e meio, até a fatídica tarde de uma terça-feira.

No início se mostrou gentil e interessada, em aprender as funções, sem se importar até de ficar depois da hora. Cativou a diretoria e foi seguindo em frente.

Após os três meses de experiência foi efetivada e ganhou uma mesa só para ela, com telefone e uma máquina eletrônica de última linha. Ainda não estávamos na era da informática, então os documentos, contrato e notas eram datilografados e só na matriz que existia alguns poucos computadores lentos feitos “Bicho Preguiça”, acompanhados de impressoras que eram verdadeiras lesmas.

Lucélia alguns meses a efetivação começou a se intrometer em outros setores da organização com a desculpa de que era para agilizar o trabalho. Claro que isso melindrou os outros colegas. Ela então se tornou uma frequentadora ativa da diretoria, levando os problemas e entregando quem não aceitava suas interferências.

Um caso entre ela e o vice-presidente foi descoberto e por conta disso se sentia a segunda dama da empresa, mandando e desmandando. No final do ano ganhou como prêmio uma gerência e aí a firma virou um grande inferno! O vice-presidente não conseguia controlá-la e ela fazia e acontecia sem olhar a quem.

Diante do enfraquecimento da filial que atuávamos o vice rodou, pois era contratado e remunerado como tal e Lucélia que não media ambição, conseguiu uma diretoria administrativa, desempregando um funcionário de quase vinte anos de carreira.

Deitou-se com presidente e aos poucos foi sendo aceita pelo dirigente, como a vice-presidente, isso num espaço de dois anos. Coincidentemente depois de aparecer com um exame de gravidez, positivo, foi empossada como a segunda na escala da direção. Acima dela só o presidente. E mais estranho ainda, depois de um mês, chegou chorando e dizendo que perdeu o bebê.

Continuou a sua escalada ao ápice, até numa terça-feira, por volta das 3 da tarde, chega à recepção da organização um homem alto, aparentando acima de cinquenta anos, pele mestiça e com uma pasta 007. Ele se anunciou e pediu para falar com Lucélia Lopes de Souza. Disse que tinha um documento para entregá-la da prefeitura e que deveria ser pessoalmente. A recepcionista o anunciou e pediu que ele aguardasse que ela já viria atendê-lo. Ele sentou-se e aguardou. Abriu a pasta e ficou como estivesse lendo algum papel. Quando Lucélia veio até a saleta para receber o suposto documento, o homem levantou-se e apontou um revólver calibre 38 e deu 4 tiros na mulher. Dois na cabeça, um no peito, na altura do coração e outro no abdome. Sentou-se e pediu para que chamasse a polícia.

O Pânico foi geral, a recepcionista desmaiou em cima do cadáver da infeliz, alguns funcionários começaram a gritar e outros saíram numa correria só.

A polícia chegou e o assassino entregou a arma e recebeu voz de prisão.

Depois soubemos que ela aplicou um grande golpe numa cidade do Mato Grosso do Sul, levando a desgraça toda uma família. O homem que a matou teve um envolvimento com a morta e como resultado perdeu uma fazenda com quase dez mil cabeças de gado, uma indústria de beneficiamento de leite, um curtume, caminhões, automóveis e imóveis. Estava “caçando” Lucélia a mais de sete anos e finalmente depois de muito procurar chegou ali, naquele dia, armado e com fome de vingança.

Os policiais ouviram a sua história e ele pediu para ir ao banheiro antes de ser conduzido à delegacia. O inspetor que estava chefiando a operação pediu que um PM o levasse até o lavabo. O homem entrou e fechou a porta. Logo em seguida ouvimos um estampido. O policial correu até o banheiro e bateu na porta chamando o assassino e nada de resposta. Resolveu então atirar na fechadura. E veio a constatação: Agachado com a cabeça enfiada no vaso cheio de sangue estava o homem que havia dado cabo da vida de uma mulher a pouco mais de uma hora.

Dias depois o inspetor retornou à firma e informou-nos que Lucélia tinha uma ficha extensa de crimes e que o nome verdadeiro dela era Mercedes Lima da Silva.
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Imagem: blogspot
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CRIADOR OU CRIATURA?

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010



Esperar o que de alguém? Pergunto-me muito isso todos os dias. Esperar carinho, respeito, cumplicidade, amizade... Esperar o que e porquê?
Aqui na rede virtual enxergamos muito isso. Realidade, fantasia, verdade, mentira, sinceridade, hipocrisia, franqueza, indelicadeza, são atitudes de personagens criados ou de pessoas reais?

Até quando o personagem se confunde com a realidade?

Concordo que existem pessoas lindas na Rede, aquelas que mostram seus rostos e assumem a própria personalidade. Agem com firmeza de caráter, porém, sem magoar ou ferir quem quer que seja.

Durante anos de navegações por esse “mar” cibernético conheci tantos nomes e apelidos, que dariam para dar a volta em torno da Terra. Dezenas e mais dezenas de rostos e avatares (palavra da moda), desfilaram por mim, pelas imagens dos PCs.

Acredito piamente que nós somos o que somos de qualquer maneira. Por mais que tentamos criar “arte” em torno de nossa identidade, não mudamos. Quando somos ou ásperos num personagem criado por nós mesmos, é porque transferimos para ele a nossa forma de agir.

Mas acho terrível e canalha abusar disso e por conta da “sombra” ferir as pessoas. Expô-las ao constrangimento com a justificativa de que se é muito franco e independente.

Quando o personagem é gentil é uma tendência de que o “titular” seja assim.

Prefiro ser dessa maneira. Um cara maduro, sem “papas nas letras”, não fujo de um debate, entretanto, sem causar ferimentos em sentimentos. Assumo minha postura transgressora, mostrando meu rosto e sendo mais real possível, porém, sem ser babaca.

Bonzinho e mauzinho só existem na ficção. O positivo junto com o negativo é que cria a energia e o "homem" é um todo. Mistura de água, fogo, terra e ar.

Enquanto isso, vou buscando os rostos que posso ver.
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Imagem: "A CRIAÇÃO DE ADÃO" de Michelangelo Buonarroti na Capela Sistina.
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RAINHA DOS MARES

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010



Ela entrou no ônibus, antes da subida da Ponte Rio-Niterói, sentou-se ao meu lado e assim ficou. Pude observar que estava trajando com um vestido abaixo dos joelhos, verde e discreto. Cabelos negros, pele branca, olhos grandes, lábios bonitos e aparentava 1/65 de altura. Além da bolsa, carregava um belo buquê de flores brancas.

De repente se dirigiu a mim:

“Senhor, pode informar-me onde fica a Rua do Lavradio?

Como estávamos num ônibus vindo de São Gonçalo, com o trajeto pela Av. Rio Branco, respondi-lhe que ela deveria descer no ponto final no Passeio e andar até a rua que desejava. Não era tão longe dali. O que poderia incomodar era o forte calor, O termômetro marcava 38 graus, entretanto naquela hora, eram cinco da tarde, muitas sombras já se mostravam e poderia se proteger durante o caminho.

Insistiu se eu poderia lhe mostrar a direção que deveria tomar, porque o centro da cidade não era muito de seu conhecimento. Eu pude perceber que ela não sabia absolutamente nada do Rio.

Chamava-se Rita e estava morando por aqui, vinda da Bahia, cerca de 6 meses. Por isso tanto desconhecimento. Era solteira, 40 anos e praticava capoeira (isso explicava o belo corpo, pernas firmes e um glúteo bem delineado).

Resolvi deixá-la no endereço que precisava ir. Chegando lá ela se informou de como poderia chegar ao escritório, o que foi indicado pelo porteiro. Agradeceu-me e perguntou se eu poderia esperá-la, claro se eu não tivesse algum compromisso inadiável.

"Na verdade o que eu vim fazer, respondi, era fotografar algumas coisas para os blogs e isso pode ser feito depois".
Rita me deu um sorriso delicioso e com uma pescadinha de olho, subiu até o andar de sua missão.

Passaram-se 32 minutos e a baiana desceu. Agradeceu o chefe da portaria e saímos. Convidei-lhe para irmos num dos bares da Av. Mem de Sá, ali mesmo na Lapa, o que foi aceito imediatamente. Escolhemos uma mesa discreta e mais silenciosa, para continuarmos a conversar e nos divertir. E assim ficamos por quase duas horas. Disse-me que morava na Tijuca, com uma irmã que aqui já habitava há mais tempo. E que estava em Niterói por que foi pegar um documento, era advogada.

Resolvemos passear e conversar. Falou que gostaria de andar na areia e assim pegamos um táxi e fomos ao Leme. Chegando lá, Rita imediatamente retirou os calçados e foi em direção ao mar. Lançou as flores e pisou na água salgada, estranhamente morna. Notei que seu rosto iluminou-se de maneira intensa, seus olhos se contraíram e seus lábios obtiveram um brilho sedutor. Eu não conseguia dizer nada, apenas olhava fixo para aquela mulher como se estivesse hipnotizado. Um perfume floral tomou conta do ambiente, ela foi entrando cada vez mais para o mar e retirando toda a roupa, ficando completamente nua. Eu tremia muito, não sabia se por susto ou por olhar para corpo tão lindo! Sons parecidos com os dos golfinhos executavam uma sinfonia jamais ouvida por mim e eu pensava: “Meu Deus o que esta acontecendo”!

Nesse momento, Rita mergulhou e depois de algum tempo retornou até a mim, agora em forma de Sereia. Minha pulsação estava a mil e eu me senti desmaiando. Ela imediatamente me tocou e aos meus ouvidos murmurou:

“Querido, relaxa, fica calmo...

Eu sou do amor, da paz, da luz, da graça, da beleza da energia que vem do mar.

Sou a Rainha das Águas

Eu sou Yemanjá”.

- “Ei moço, chegamos ao ponto final”!

O motorista do ônibus me cutucava nos ombros, avisando que eu tinha que descer.

Eu ainda meio perdido sem saber o que era real ou sonho agradeci e fui saindo sem muita certeza. Ao caminhar uns cinco metros ouço outra vez o motorista me chamando:

“Você esqueceu o buquê de  flores, vai arrumar briga com a namorada, heim”!

(Essa minha homenagem a todos os seguidores das afro-religiões e devotos de Yemanjá).
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Imagem: blogspot e  tethea.multiply.com
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PRECONCEITO FEDE A PODRE!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010



Para mim o politicamente correto é de uma desfaçatez sem precedentes! Sempre desconfiei dos certinhos, bonzinhos e sem pecados. São pessoas, para mim, que estão sempre tramando algo para obter vantagens. Normalmente são preconceituosos e sectários. Podem observar o que digo.

Todos nós conhecemos aquela figura que concorda com tudo e fica ruborizada com qualquer outra coisa que saia do campo do café com leite, pão com margarina, feijão com arroz, frango com macarrão, papai e mamãe e por aí segue.

Querem um exemplo funesto? Victor Henrique Woitschach, o cartunista Ique, premiadíssimo profissional no país e exterior, com trabalhos consagrados de humor ácido, irônico, debochado e de extrema qualidade esta sofrendo um patrulhamento nojento da mídia petista, políticos e correligionários do PT. Tudo porque o artista fez uma taxa sobe o presidente Lula publicada no jornal do Brasil e supostamente insinuando que o presidente, é um fervoroso adepto do álcool. Estão "caindo de pau" no competente profissional por conta disso!

Mas dias atrás, ele, Ique, e fez um trabalho expondo o José Serra, governador de São Paulo na questão das enchentes em São Paulo e ninguém do PSDB, da mídia que apoia o governador paulista, veio a público condenar o chargista e mandá-lo à fogueira!

Agora pergunto eu! E aí?
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Imagem: Ique / JB
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AH, AQUELES NAMOROS...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010


Hoje se namora melhor ou não?

Os sarros são mais excitantes ou se tornaram comuns?

Aquelas agarradas no muro da igreja, na árvore ou no sofá,  ainda acontecem?

As passadas de mãos nos seios, chupadas nos mamilos, tudo envolto numa nuvem de perigo, cadê?

A menina completamente de sem jeito dando apertadinha no pênis do namorado e tentando masturbá-lo, já era?

E a “penetração” nas coxas, lembram?

Uma fase maravilhosa sem dúvida. Era uma obscenidade inocente e cheia de rubor. O primeiro beijo já dava o que falar. O cara era olhado como uma figura de respeito. Beijos a moça em público e se ela fosse aquele “avião”, o sujeito estava como o mundo aos seus pés.

A garota por sua vez era invejada pelas colegas e amigas: “Poxa, ela esta namorando o aquele bonitão ali”!

O que eu observo hoje em dia é a falta dessa fantasia. Não se pega mais no peitinho ou chupa-o, a coisa é mais contundente! Tira logo a calcinha da “mina” (ou ela já vem sem), coloca o pênis pra fora e creu! Como na maioria das vezes não se usa o preservativo e ela não liga para contraceptivos, nove meses depois ou até menos, nasce um bebê. Isso na melhor das hipóteses. Quando não acontece de surgir uma doença sexualmente transmissível ou mesmo HIV.

Indago outra vez:

Perdeu-se o sentido de namorar, virou "lembranças de museu"?


Ou a forma de namoro mudou e ainda existem as fantasias, o romantismo e o mistério?

Desejo respostas. Estou absorto em dúvidas cruéis.
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Imagem: Google
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SÓ RECLAMANDO!

domingo, 31 de janeiro de 2010



Quer dizer Paulo Braccini (enfim! é o que tem pra hoje.../ http://paulobraccini-filosofo.blogspot.com/ ) e Wanderley Elian Lima (Novas Estações/ http://wanderleyelian.blogspot.com/ ), eu estou um resmungão, né?

Hahahahaha, as vezes rapazes, acredito que estou ficando mesmo! Me pego em muitos momentos reclamando de uma porção de coisas, que deveria deixar de lado. Mas confesso amigos, que é difícil!

É tanta artimanha que me deixa com “as calças na mão”. E a pior época é essa, entre o fim de ano e o Carnaval. Os preços sempre ficam em “ereção” nesse período, podem observar! O tal do IPTU então, vem sempre acrescido de um tesão incontrolável que broxa o contribuinte.

Aí, Paulo e Wanderley, só reclamando, protestando, xingando e encaminhando muitas dessas “botadinhas na gente”, para a PQP!

O governo vai retirar o desconto no imposto para a compra do carro novo. Ok, ele deu o benefício, mas pra quê tirar? Ora, as indústrias de automóvel estão produzindo bem, consequentemente os empregos estão preservados, as revendas têm obtido bons lucros com as vendas e os empregos estão preservados ali também. E aqui entre nós, os tributos em nossa terra brasileira são para arrebentar!

Mas acredito que isso possa ser jogo de cena. Criar dificuldades para vender facilidades. Olha as eleições aí gente, sorria caixinha 2!

O presidente Lula passou mal e precisou ser atendido pelos médicos. Mas o nosso presidente adora um “engasga-gato”, um cigarrinho, carne cheia de gorduras e cerveja a baldes. E de quem é a culpa? Das viagens. O avião, os hotéis, as reuniões.

A desordem moral continua em Brasília em muitos setores. Principalmente no reinado de Arruda. Nada se resolve e tudo fica como esta. E ainda mais o candidato mais cotado, hoje, é Joaquim Roriz. Eles, brasilienses,  é que não podem reclamar de nada. Já conhecem a peça e o colocam à frente das pesquisas.

Mais uma de arrancar os "bagos": Dez anos após o maior crime ambiental no Rio de Janeiro, onde foram despejados de 1,3 milhão de litros de óleo de um duto da Refinaria Duque de Caxias (Reduc), da Petrobras, na Baía de Guanabara, nada aconteceu. Os responsáveis foram absolvidos e nós ficamos com o ônus do desastre ecológico.
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Querem outra? Lembram-se da Ângela Bismark, aquela que é sem nunca ter sido? Sem talento, sem beleza, sem... Souberam da cirurgia que ela fez? Segundo a imprensa “a grande estrela” retirou os mamilos (estão guardados para futuro reimplante), retirou também os lábios vaginais  e “virou moça” outra vez, só para desfilar, não precisando do tapa sexo, não é um luxo?

Vou parar queridos, senão vou ficar rouco de tanto resmungar.

Obs: "O Paulo e o Wanderley são pessoas muito queridas por mim. São amigos bem humorados e participativos".
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Imagem: Google
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COMO UTILIZAR BEM O CONTROLE REMOTO

sábado, 30 de janeiro de 2010



Ah, como seria bom realmente se o “controle remoto” pudesse realizar todos os nossos desejos ou pelo menos alguns!

Acordar de manhã e deletar o barulho dos carros de propaganda quem passam cedo na porta de casa com aqueles decibéis extremos;

Silenciar também aquela musiqueta horrorosa dos caminhões de gás que de tão repetitiva e estridente, que me  faz imaginar um fogão a lenha;

Congelar aqueles grupos religiosos, que insistem em vender umas revistinhas que tudo salvam;

Mudar o motivo das correspondências entregues pelos Correios. Ao invés de contas, prêmios;

Detonar as prestadoras de serviços de luz, água, telefone e Internet;

Cancelar o direito de muitas empresas de ônibus pelo mau atendimento a população;

Encher o posto de saúde do bairro com profissionais de saúde e que possam realmente prestar um atendimento decente;

Fazer com que as escolas públicas  ministrem um ensino de qualidade para as crianças que não podem pagar um colégio particular;

Punir os políticos que só visam se apropriar do bem público;

Mudar a cabeça do policial corrupto que adora uma propina;

Desligar todas as formas de preconceitos e discriminação;

Criar um canal de interação entre todas as ideias;

Logar com a paz e o amor entre os povos;

Formatar meus pensamentos e forma de vida, para que eu possa ser melhor como ser humano;

Abrir uma tela de muita luz;

Apagar todos os big brothers;

Criar um cenário onde posso andar nu e sem a mão no bolso;

Com dois cliques me servir de chope geladíssimo a qualquer momento;

E enquanto não penso em outras funções para o “controle”, digitarei e enviarei para todas as malas que aporrinham o dia a dia, a seguinte frase: “FODAM-SE SEUS BUNDÕES”!
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Imagem: virtuando.info
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UM OLHAR DE PURA SACANAGEM!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010



Têm “Big Brother, A Fazenda, Câmera Oculta, Câmera Escondida” (ué não é a mesma coisa!) e uma “merdorragia” (estou craque nas criações) de invenções de nível discutível.

Por favor, não me venham dizer que essas coisas são o máximo e divertem! Só porque fulana “paga” peitinho e beltrano paga “pintinho”, não é sensual! É uma esculhambação para a inteligência de quem tem.

Ah, não sou um gênio e nem tenho pretensões a isso. Mas com absoluta certeza afirmo que tolo eu não sou. Só quem dorme sobre o feno não percebe “as produções” para deixar o “bagulho mais quente”!

Lembram daquela dançarina que casou com pagodeiro, que se separou do pagodeiro e apareceu “sem querer” pagando “xaninha”? E aquela que “por acidente” deixava aparecer os peitões? E a bunda da outra? E o ...do outro? Mais uma perereca pulando e vamos em frente. Lembrei dos edredons, brincadeira!!!!

Essas coisas que estou citando são publicadas todos os dias em jornais que vivem disso e nem preciso assistir (se eu gostasse é claro) esse pacotaço lotado de estrume!

A emissora Universal, que antes criticava a Global, parece que apelou para o próprio Asmodeu (príncipe da luxúria) e o inferno tomou conta do campo!

Para quê ir a vídeo locadora alugar um filminho de pura sacanagem (têm uns excelentes), se a televisão nos proporciona tudo isso?

Não estou sendo moralista com o sexo, ainda mais que não é o meu perfil ser assim. Porém, esses programas são lastimosos. Sei que vou continuar “berrando” praticamente sozinho, entretanto, sou brasileiro e não desisto nunca (que frase oportunista), rsrsrsrsrsrsrsrs!
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Imagem: edu.guim.blog.uol.com.
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OLHA A HUMILDADE, GENTE!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010




Tem coisa mais chata do que gente metida a besta? Acredito que pessoas assim acumulam uma quantidade incomensurável de hormônios inúteis. Creem que são a batuta do maestro e que sem elas o regente não poderá exercer tão sabiamente o ofício de comandar uma grande orquestra.

Vivem se sentindo o plasma necessário para manter a vida da humanidade e assim vão passando por onde passam, sem deixar registro.

Dois exemplos me veem a memória:

Lucineide morava duas casas acima da minha e se achava a “rainha da cocada preta”. Mas era, na visão estética, “uma coisa”. Sem bunda (tábua), um dois quilos em cada peito, uma verruga ao lado do nariz e um par de orelhas “tentador”. Passava pelos vizinhos e não oferecia nenhum cumprimento. Dizia que “aquela gentinha morria de inveja dela” e por isso queria distância de todos.

Isso deixava as pessoas, principalmente aquelas que gostavam de futricar sobre a vida alheia, numa curiosidade raivosa, só. Como uma pessoa assim podia se achar tanto! Sozinha, sem homem, sem companhia, ela morava só em casa. Ela e um cão “Pastor Alemão”.

Mas nem tudo segue do jeito que imaginamos e isso também serviu para a Lucineide. Numa manhã de domingo ouvimos uma explosão vinda da casa da “bela” e um grito de pânico. Fomos todos para o portão da “rainha” e começamos a chamar por ela e nada de ninguém aparecer. Um forte cheiro de queimado e muita fumaça saiam da casa. Seu Luiz “um vizinho boa praça” resolveu pular o muro, mesmo se arriscando a ser mordido pelo “Átila”. Esse era o nome do cachorro. Foi até a porta e bateu e nada de ninguém responder. Mexeu na maçaneta e estava destrancada. Diante disso entrou e percebeu que a panela de pressão explodira e destruiu praticamente o fogão. Desligou o fogo que ainda queimava, com risco de tragédia. Ao virar as costas para sair ouviu um soluço e isso despertou sua atenção. Nesse meio tempo alguns outros também entraram e puderam presenciar uma cena pra lá de insólita. No quarto a moça estava com “Átila”. Detalhe: Ela nua e ele ainda engatado. Acredito que durante a explosão o cão se assustou, penetrou completamente e a deixou em “maus lençóis”. Foi uma balburdia desgraçada, a verdadeira babel! Seu Luiz era enfermeiro muito respeitado e chamou a “assistência” (antes chamavam ambulância assim). Não demorou mais de 30 minutos. Levaram-na e o pobre “garanhão” para o hospital. Esse assunto rendeu por quase um ano, sem interrupção. O patrão de Lucineide, um advogado respeitável, conseguiu abafar o caso e ela junto com seu “amante” sumiram e até hoje ninguém mais sabe notícias.

Outro caso que desmonta essa “bundice” de gente babaca e metida aconteceu alguns anos depois com o “gostosão do pedaço”, era assim que Moisés era chamado. O cara esnobava as meninas e dizia que ali não tinha mulher para ele, que todas não estavam abaixo de seus pés. Mulher para ele tinha que ser “chique” e rica. Seu corpo era para quem estivesse à altura. O cara era bonito de fato, fazia musculação, pele morena de sol, usava uns shorts apertados para mostrar o acentuado volume (havia desconfiança que ele colocava enchimento) e olhava todos “por cima”. Um nojo de besta!

Todo dia à tarde, quase noite, ele saia para trabalhar e só voltava na manhã seguinte. “Pelo menos o sujeito trabalha”, diziam alguns. “pelo menos isso”, opinavam mais outros tantos.

Porém, o rapaz sofria com a bisbilhotice da rua. Dona Mercedes era o que podemos chamar de enviada do capeta! A mulher sabia de tudo e se não soubesse investigava.

Veio a tarde e o “bonitão” saiu para o trabalho e não retornou no dia seguinte, no outro também não e no terceiro a mesma coisa. A turma da fofoca ficou incomodada. Aí é que entra Mercedes. Eu estava sentado na calçada quando vejo “a gordinha” disparando rua acima balançando um jornal. Seu Ovídio, outro do “clã dos fofoqueiros” foi na direção da “enviada” e pegou o “diário” da mão da mulher e gritando, dizia: Moisés é "viado", tá preso! “Eu sabia que aquilo não prestava”. O negócio foi o seguinte: O rapaz trabalhava no “puteiro” e servia seu corpo a quem lhe retribuísse com módicas quantias em dinheiro. Foi aceito pelos “donos do pedaço” por ter “boca de veludo” e saber morder como poucos, com os músculos anais. Mas segundo o que estava escrito, rolou uma pancadaria enorme envolvendo Moisés (a gueixa) e um cliente que não quis pagar. O que terminou em polícia e foi para a imprensa. "O local de ofertório carnal" continuou aberto e a “gueixa” seguiu trabalhando para pagar os prejuízos e a propina dos “homi”.

Hoje Moisés ainda vive. Pelancudo, enrugado e na pista, entretanto, sem negócios.
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Imagem: Google
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VOCÊS SE LEMBRAM DAS PRIMEIRAS VEZES?

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010




Um amigo (a?) me perguntou se eu não temo ser rotulado por conta da minha visão liberal sobre o sexo e expor de forma tão ampla para a análise e opiniões das pessoas aqui no blog. Eu disse que não! Que sexo, como eu li certa vez num comentário, “é uma necessidade fisiológica como todas as outras”.

Não satisfeita, a amiga (o? – só pra confundir) retrucou dizendo “que o sexo é muito mais complexo que as outras necessidades fisiológicas, principalmente por envolver pessoas e fantasias”. Eu concordei e aproveitando a deixa, baguncei: “Mas cada coisa é uma coisa. Imagina envolver mais alguém na hora do xixi e do cocô! Apesar de que existem pessoas que curtem aberrações”. A “pessoa” mesmo a contragosto concordou comigo.

O sexo é uma presença constante em nossas cabeças (epa!), mesmo que alguns insistam em dizer que não é bem assim, o sexo para eles é um complemento do amor, para a multiplicação, para... Tá bom!!!

Vocês lembram quando começaram a sentir aquelas vontades estranhas, que não sabiam explicar, apenas sentiam? O arrepio, a ereção “a coceirinha”, a curiosidade, os mamilos rígidos, a pele “pegando” fogo, o prazer de se “esfregar” no travesseiro, a masturbação compulsiva, lembram? Eu lembro das minhas “coisas estranhas” e gostei tanto, que até hoje continuo.

O tesão pelas primas e amigas, as brincadeirinhas de banheiro de escola, a comparação de quem tinha o maior... Todas esses "laboratórios" eu passei, sem falar nas "revistinhas do Zéfiro", das “suecas” e “Ele e Ela”.

E também os filmes proibidos para menores de 18 anos, que eu comecei assistir aos 14 anos por já ser forte, ter bigode e barba. O meu primeiro foi no antigo Cine River de Duque de Caxias: “Vanessa a Insaciável”. Nesse expoente da “Educação Sexual” (nossa!), eu tive a primeira idéia do que seria “ménage a tróis” e lesbianismo. Imagina como fiquei? Era diuturnamente no banheiro, como era bom!

A partir dessas experiências, passei a me dedicar ao sexo de maneira mais intensa. E acredito que fiz uma boa escolha.

O relaxamento depois de um transa estupenda e gozos imensos é uma conquista que nem o melhor dos terapeutas conseguiria. A não ser que a "terapia" seja praticada de fato.

Caramba esse texto já me deixou...
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Imagem: Oscar Henrique Liberal de Brito e Cunha/ Olhares Fotografias
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O QUE BUSCAMOS E O QUE QUEREMOS?

terça-feira, 26 de janeiro de 2010


Enquanto a conexão não cai por aqui (mais um vez), vou escrevendo e tentando levar a mensagem. A mensagem é esplêndida ou espúria, dependendo dos olhos que a leem e a cabeça que a interprete.

Gosto de comentar nos blogs dos amigos e também, pesquiso vários outros. Aliás me sinto feliz assim. São excelentes ideias que borbulham e se expressam através das palavras escritas.

Eu acompanho alguns espaços com várias tendências. Poesias, contos, humor, cultural, sensuais, sexuais, esportivos, políticos, modas, arte, música e pessoais. Sempre leio algo interessante e que merece carinho e atenção. Infelizmente nem sempre o retorno é na mesma proporção. Mas... Quem vai entender cabeça de gente, sô!

A humanidade é interessante por essas coisas. Ninguém é igual ao outro. Orientações e opções, são flutuantes. Mas tem hora que ficamos com a sensação de que a necessidade de se expressar de alguns fica acima do coletivo. Para mim, posso estar até errado, a troca de informações e de opiniões é que enriquecem a sociedade.

Sabe aquela máxima de que podemos mudar o mundo? É isso. “Podemos até acreditar que não resolve, não vai adiantar nada, não temos poder para isso, somos pequeninos diante do “sistema”, a gente pode se dar mal, eles são poderosos, não é da nossa conta”. Criamos uma porção de justificativas, entretanto, temos toda a força necessária, desde que tenhamos atitudes!

Por que digo isso? Leio tantas coisas boas e muitas vezes “aquele blog” dinâmico, inteligente, de bons textos, que aborda temas pertinentes e que pode jogar luz sobre muitas coisas fica sem nenhum comentário. Dá-nos a imaginar que assuntos de interesse social  não tem a menor importância! Assim perdemos a oportunidade de avançarmos mais à frente num debate de qualidade.

Hoje os blogs são grande importância e causam muitos incômodos naqueles que burlam e fraudam a coletividade. Um veículo de comunicação desses e com seus tantos leitores diários, é responsável por levar informação e esclarecimento a grande parte da população. Uma gama enorme de leitores prefere navegar pela blogosfera em busca de algo consistente e que lamentávelmente não é encontrado na mídia tradicional.

Reflexão.
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Imagem: singlepeer.com
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A FUGA PARA A PAZ

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010



Como deve ser viver num país sob tensão, a qualquer momento poder ser atingido por uma bomba, atacado por um suicida, perder um filho na guerra Israelo-Libanesa em 2006 e ainda ter forças de lutar pela paz?

São respostas que para nós são muito difíceis, já que estamos distante desses problemas e tomamos apenas conhecimento pela mídia internacional.

Nesse último fim de semana eu assisti no programa "Roda Viva” pela TV Cultura – SP" o reprise de uma entrevista com o escritor e pacifista israelense, David Grossman e puder perceber como são complexas as relações entre judeus – palestinos e árabes. Para nós que ficamos de fora nos parece briga de vizinhos, entretanto, é de extrema gravidade emocional, político e religiosa.

Que o Holocausto esta na memória de cada judeu, isso é um fato. E que os primeiros habitantes que chegaram ao Estado Judeu em 1948, construíram uma democracia. Mesmo eles sendo originários de regiões de repressão as liberdades, principalmente os países da antiga “Cortina de Ferro”.

Israel esta numa zona de conflitos e é o principal alvo dessas tensões. Em compensação, não toma as atitudes necessárias para resolver essas questões.

Uma das colocações de grande importância feitas por Grossman, foi a de que os EUA provarão que realmente são amigos do estado judeu, no dia em que levar Israel para a mesa de negociação para realmente buscar uma solução para os conflitos e respeitar as reivindicações palestinas. Outro “tiro na mosca” dado pelo escritor foram os elogios dirigidos a Barack Obama. O judeu expôs a importância do presidente norte-americano em entender realmente essa situação. “Obama, diferente de Bush, enxerga com profundidade as necessidades de Tel Aviv e também as do povo palestino”. Outra citação elogiosa foi direcionada ao ex-presidente Bill Clinton: “Clinton também agiu com equilíbrio, buscando soluções verdadeiras”.

Quando perguntado com analisava a mídia internacional e a mídia local (israelense), David marcou outro tento: “A situação de Israel e da Palestina não pode ser analisada como uma partida de futebol, onde cada um tem a preferência por um dos times e “odeia” o adversário. A coisa não é tão simples para se tomar partido. Ambos têm razão em suas reivindicações.

Sobre ele ser ateu, justificou que nessa posição consegue ter uma visão mais clara sobre as coisas. Reconheceu o papel importante das religiões, mas, sentenciou que o dia que fundamentalismo deixar de existir as pessoas terão uma visão mais verdadeira de tudo que acontece. E em contrapartida a Religião passará a exercer o verdadeiro papel de apoio espiritual.

Comentou sobre suas obras literárias e principalmente do seu último livro, publicado no Brasil, “A Mulher Foge”. E foi perguntado se a morte de seu filho influenciou a construção dessa obra. Mesmo se sentindo abalado com a lembrança, respondeu que não. O livro já estava idealizado e concluiu “Essa é uma obra literária mais anti-guerra que se pode observar”.

Para os leitores interessados, segue os livros de David Grossman publicados no Brasil:

Alguém para Correr Comigo
Ver Amor
Mel e Leão [O Mito de Sansão]
Desvario
A Mulher que Foge
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Imagem do Google
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AS MERDAS TECNOLÓGICAS!

domingo, 24 de janeiro de 2010




Além da agitação do tempo que causa pane, derruba torres e postes, arrebenta cabos, existe a perda da consciência moral por parte de alguns prestadores de serviços que visam apenas o lucro. E em nosso país isso esta cada vez mais compulsivo e sem freio. As autoridades que deveriam fiscalizar e punir estão perdendo de muito para os vilipendiadores dos vários sistemas.

E aqui em São Gonçalo, além da eletricidade que toma tombos homéricos, outra coisa que tem aporrinhado são os provedores de Internet. É uma lástima o serviço prestado por boa parte dessas empresas, muitas locais, que apresentam um serviço bem fuinha e melesquento (mais uma palavra do daquelas, rsrsrsrs). Antes que algum brincalhão pergunte: “Quem manda ser pobre”? Aviso que a “outra”, daquela companhia telefônica, também deixa os clientes muitas vezes “perdido na rede" da inoperância.

E por isso fiquei fora do ar quase dois dias, eu só não, muitos ficamos. E o que resta é protestar contra as “merdas”. Dessa vez a tecnológica. E uma ação coletiva também pega bem. Precisamos descer do muro da letargia, reagir e buscar os nossos direitos.

Vamos levantar a bandeira: “Abaixo as merdas”! Mas abaixar mesmo, com uma boa “descarga”.
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Imagem: Blogspot
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SERÁ QUE AGUENTO!

sábado, 23 de janeiro de 2010




Um dia é: “Vocês estão na merda...”!

No outro: “Fulano é um babaca...”!
(Amigos não sou repetitivo, entretanto, todo dia surge algo novo).

O nosso presidente é realmente popular e “fala a língua do povo”. Com ele não tem sofisticação oral (?). Desculpem-me, “verbal”.

Esta mostrando que é de igual para igual que se dirige um país. Mas, se é de igual para igual, por que não temos as mordomias oferecidas a ele e ao seu staff? Opa! Me desculpem mais uma vez. Seria “aos seus companheiros”?

“As pessoas morrem de inveja do nosso mandatário”. Ele consegue ser o centro das atenções, até quando fala bem e protege tantas “víboras” que envenenam o país com corrupção e outras marotagens!

Aos poucos, sem creme, empurra nas nossas entranhas a candidatura da Dona Dilma, aquela do dossiê contra o FHC. Da reunião que houve e ela disse que não houve, depois ouviram a ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, que afirmou que ouviu da ministra um pedido para... Ah, vocês já sabem. É um show!

O nosso combustível é caríssimo e a gente rir!
Os aposentados estão no sufoco e aceitamos!
O salário mínimo é "fuck" e levamos na boa!
Os senadores e deputados federais, aliados do marido de Dona Mariza, não votam nada de interesse do povo e passam batidos!

O nosso Lula posa com Hugo Chaves e fica bem na foto! “O homi é arretado, visse”!

Enquanto isso... Licença gente, enjoei.
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Imagem: milanez.blig.ig.com.br
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http://jafogandooganso.wordpress.com

COMO ESTA NA MERDA EM OUTRAS PARTES!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010


Continuando a saga "ESTOU NA MERDA", há cerca de 17 horas eu e uma porção de pessoas, em São Gonçalo (RJ), estamos sem enregia elétrica. A concessionária AMPLA, que  do nome  só a incopetência, falta de zelo e desatenção, até esse momento (10:00h) não resolveu o que deveria fazer. Afinal recebe dos consumidores para fornercer um serviço de qualidade e fazer as manutenções necessárias. Os telefonemas não surtem efeitos e continuamos perdendo alimentos, pois estão se estragando. Para não dizer o calor terrível, já que os ventiladores ou ar-condicionados, não podem se ligados. Água gelada, apenas na imaginação. Já foram feitas denúncias na ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica, porém, sem resultados.

Da série perguntas que insistem em ser respondidas:  
- Para que pagamos um produto que que não nos serve?
- E os nossos prejuizos, quem irá pagar?
- Quem é o verdadeiro interessado nessa AMPLA, para que ela continue a nos sacanear e nada acontece?
- Onde estão as autoridades fiscalizadoras?
- Essas empresas concessionárias não temem o poder público. Será por quê?

Lobão me permita usar de sua obra: "Eu não quero mais nenhuma chance, eu só quero revanche"!
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Imagem: flickr
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DE OLHO NO SEU DINHEIRO!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010




Nós somos um povo de ondas! Ou apenas marolas. Mas dessa observação não excluo classe social, todos no mesmo cesto. Céus será que vou ter que concordar com os hermanos, não o grupo musical e sim os argentinos, que não cansam de nos chamar de mamacaquitos?

A nova “onda que esta invadindo a nossa praia” é o namorado (?) da cantora Verônica Ciccone, Maddona, o Jesus comum. Virou overdose. Onde se abre um jornal, esta lá algo sobre o jovem mancebo. Na TV, principalmente naqueles programas de gente que vive fofocando sobre a vida dos outros, ele sempre esta presente.

Se o cara vai à sorveteria, é motivo de um Tratado de Sociologia. Na praia é o tal, no restaurante é o fino, na loja de roupas é a moda, no banheiro faz cheiroso. “Haja melequice, pra tanta bestice”.

Uma amiga disse-me que o rapaz é lindo, um must de sensualidade, uma delícia e mais alguns adjetivos que são dispensáveis. Aí eu com “minha inocência” perguntei a ela:

- “E se ele trabalha-se numa obra, fosse gari, moto boy e mensageiro, Você prestaria essa atenção toda e o acharia isso tudo”?

A resposta foi não! Ela disse-me que ele nessas funções não estaria visível. Soltei uma estupenda gargalhada e silenciei.

Como não sou diferente dos que eu critico, deixarei minha contribuição:

O Jesus Galileu
É o verdadeiro de Luz
O outro que surge
Apenas seduz.


Fatura, fatura
E vai faturando
Para ele, para mídia e pro patrocinador
A pessoas vão dando, vão dando e vão dando
E a paga vai pros cus, com rasgo e com dor.
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Imagem: Google
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FALAR DEMAIS....

terça-feira, 19 de janeiro de 2010


Já repararam como é fácil  falar mal de alguém ou uma instituição? Sei que nem todos são obrigados a concordar com quem quer que seja, porém, falar mal só por falar é desastroso, mostra total falta de conhecimento e também demonstra preguiça em pensar.

Assistimos e por vezes embarcamos numa critica coletiva, sem mesmo sabermos os motivos. “O prefeito é ladrão”! Pronto é o suficiente para correr de boca em boca e quando menos se espera o “bolinho dos indignados” esta formado e toma porrada no administrador municipal. Aí, depois de muitos xingamentos, chega-se a conclusão que o acusado não tinha nada haver com o acontecido e logo aparece alguém e manda essa: “Eu não disse, esse povo fala de mais”!

E tem os falsos moralistas: “Disseram que o Paulinho é bicha”. Correndo e limpando as mãos nas calças vem o vizinho mais babacão do bairro, com sua inteligência fecal e pegando o bonde andando, distribui: “Isso é uma pouca vergonha, foi criado com meu filho e deu nisso! Falta de umas porradas pra tomar jeito”. Nesse momento o outro vizinho que também não tem papas na língua, devolve: “Mas o Paulinho que falamos é o seu filho e não o do Tião”! Sem saber o que dizer, o fofoqueiro muda a postura: “ Ah, meu filho sabe o que faz e respeito a “opção” dele”. Pimenta no... dos outros é refresco!

Antes de dizer qualquer coisa, seja a favor ou contra, temos que avaliar. Ah, eu também vacilo nisso e depois fico procurando um buraco pra enterrar a cabeça de tanta vergonha!

É bom termos certeza e depois sem nenhuma dúvida sequer, podemos opinar. Mas isso só deve acontecer se o assunto for de nosso interesse.
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Imagem: azothy.com.br
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MEU TREM

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010



Ainda estou sóbrio, mesmo depois de meia garrafa de wisky
A música de Villa-Lobos me transporta
E nem eu mesmo sei onde vou ficar
Pode ser na praça, na esquina ou no meio da rua.
Mas sei que vou.

O “Trenzinho Caipira” sacoleja
Piui! Piui!
É tão real
Adormeço no "meu trem"
Sem pressa de acordar.

Só quero continuar sentindo
Essa ausência do costumeiro
Nesse momento, o final feliz é meu
Tipo um filme
Piui! Piui!
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RELACIONAMENTO VIRTUAL PODE SER BOM E PODE SER MAU!

domingo, 17 de janeiro de 2010




Alienação, hipocrisia, falso pudor, mentiras e tudo mais que se pode encontrar no dia a dia da vida. A Internet não poderia ser diferente, quem manipula a "rede" são humanos e falhos.

Mas como existem personagens nesse negócio!

A frustrada com o casamento, um marido violento e ruim de cama;
O cara que procura uma mulher que queira casar, daqui a pouco lá esta ele na cam se masturbando para ela;
A menina que se apresenta como “gatinha carente” e logo em seguida cobra uma grana por uma transadinha;
A curiosa que diz estar ali apenas de passagem, porém se expõe nua;
O rapaz que quer um namorado lindo, fiel e apaixonado, mas aceita fazer um oral, desde que o candidato seja superdotado.

São várias investidas e propostas, que não correspondem em nada a verdade. A da mulher que tem um casamento de bosta é maioria, acredito. Já tive a oportunidade de conversar em salas de bate-papos, sites e MSN, com algumas. Choram, dizem se trabalhadoras, honestas e depois de 5 minutos de conversa perguntam logo se o sujeito ganha quanto e se tem carro. E se o cara for duro, lascou. Toma logo um chute nas nádegas virtuais.

Ah... E têm arrogantes que dizem que quem quiser ficar com elas, tem que ser daquela maneira. Que é muito mais do que qualquer outra, que homem tem que ser do jeito dela, essas coisas.

E quando não inventam um porrada de coisas, dizendo que o incauto é tarado, doido, etc.

O rapaz que esta afim, surge em segundo lugar. Joga charme, convida para o MSN, pergunta como é aparência, idade e o tamanho do membro. Se o outro  desconversar e disser que não quer, pronto, lá vem uma coleção de impropérios.

Tem o machão que se apresenta como se fosse um must, entretanto é um farsa.

Pra não falar dos bandidos e bandidas que infestam esse ambiente.

E tem mais:

Casadas afim;
Loirinha safada;
Macho dotado;
Sobrinho quer tio
Coroa e ninfeta;
Pago bem (h);
Hetero X Hetero;
Ela e Ela.
                                                                               


O Sexo na Net é o mais buscado. As pessoas andam sedentas, entretanto nada que se possa confiar muito. Mais fantasia do que realidade e mentiras avassaladoras. Porém vale a tentativa. Quem sabe um dia acerta. Heim!!!!
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Imagem do Google.
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OBS: Eu já hávia escrito sobre esse tema anteriormente, porém alguns pedidos fizeram eu retornar ao assunto.
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LADRÃO É UM PRAGA!

sábado, 16 de janeiro de 2010


Como se não bastasse a tragédia que tomou conta do Haiti, ladrões digitais estão criando  falsos endereços e enviando e-mails pedindo doações. Ao invés do país caribenho receber, um bando de safados, ordinários, fdp se apropriam, através de fraude via Internet, do que as outras pessoas doam para as vítimas do terremoto.

Pergunto-me com pode existir pessoas assim sem o menor respeito pela vida humana. Como? Gente canalha que não tem o menor sentimento de bondade pelos outros!

Será que as imagens de tanto sofrimento não sensibilizam essa escória? Que mesmo diante de tanta desgraça, a maldição do ladrão toma de assalto consciência dessa gente que só pensa em fazer o mal?

Eu creio muito na lei do retorno. Tenho certeza absoluta que tudo que praticamos, contra ou a favor, voltará e cairá sobre nós. De maneira positiva ou então como provação. Aí a pancada é forte.

Temos que ser honestos na nossa solidariedade, principalmente quando estão envolvidas pessoas que estão na miséria e sem perspectivas de melhoras. É assim que vive o povo haitiano.
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Imagens: Quero Dicas
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AS ALMAS DE TODOS NÓS

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010



As Almas choram
No Monte das Oliveiras
No Monte Hira
No Nokoguiri.

As Almas buscam luz
No mar aberto
No fogo aceso
Na oração.

As Almas querem a vida
Dos seus corpos
Nos escombros
De um chão mexido.

As Almas pedem por todos
Negros, brancos, índios e amarelos
O mundo precisa
Sem distinção.

As Almas estão atentas
Pedindo paz
Em qualquer gesto
Em qualquer rosto.
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Imagem-img206.imageshack.us
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OS HAITIS

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010


Eu já havia publicado esse poema em 27 de Julho de 2009, porém o momento pede outra vez a reflexão.

Estamos extremamente pesarosos com o acontecimento lastimável que tirou várias vidas no Haiti, o país mais pobre da América. Para quem não está informado, cerca de 88% das pessoas daquele país vivem abaixo da linha da pobreza. A maioria das crianças comem uma mistura de barro com farinha, como se fosse biscoito. Pessoas se matam. O Haiti vive sobre tensão absoluta. O Brasil assumiu a responsabilidade de fazer a paz e a lei serem praticadas no país, aliadas a ajuda humanitária que os militares,  juntos com civis que lá estão, levam àquelas criaturas sem esperanças.

Um terremoto é um desastre natural, muitos vão dizer. Concordo, entretanto se o país tivesse recursos financeiros poderia ser mais fácil a recuperação. Mas o Haiti é pobre, roubado por seus políticos que tiraram da população tudo que ela tinha. Poderia citar o pior deles, porém o lixo é tão podre que não merecemos.

Uma das mortes mais sentida foi a da Dra. Zilda Arns, fundadora mundial da Pastoral da Criança. Muitos militares também "se foram", outros tantos funcionários da ONU, inclusive um brasileiro, também morreram. Entretanto os Haitianos que perderam as suas vidas devem passar de cem mil, segundo alguns analistas.

Os que sobreviverem ficarão numa situação bem pior, porque perderam o quase nada do que tinham.

Oremos por eles e se pudermos ajudar, devemos.














            

OS HAITIS

Você conhece o Haiti?

O Vale do Jequitinhonha é aqui!

Nas Caraíbas
Ou indo pra Bahia
Tudo parece tão perto
A miséria bate a porta
O barro mata a fome
O chão é o berço eterno
Infância a venda
Quem com ferro é ferido
Quer uma passagem pro inferno?

Você conhece o Haiti?
O Nordeste Brasileiro é aqui!

No Agreste
A Caatinga
Na carência de quem possui
Exploração pra doar
Quem quer criança?
Querem desviar o Velho
Com a desculpa de mudar
Cultuar o milagreiro
Não consigo ver a luz, cadê o candeeiro?

Você conhece o Haiti?
O Norte é aqui!

Deserto verde
De floresta perdida
Rio longo das nascentes Incas
Dos barcos que tombam
As grutas invadidas
Das Iaras muito jovens
Promoção pague menos
A perfídia
As palafitas.

Você conhece o Haiti?
Nós temos um pouco também.

Nos complexos
Nas freguesias
Periferia
Na Cidade
É de Deus?
Seja América ou a África
Tanto faz
Quero a verdade
Quem tem?
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Imagens: GOOGLE:
Foto do Título - Agência AFP (postada no Twitter);
1ª- Morte no Haiti, devido a guerra interna no país;
2ª- Carne secando - Nordeste;
3ª- Palafitas - Moradias populações carentes. Muito comum no Norte e Nordeste. Também presentes em algumas Favelas do Rio de Janeiro - RJ;
4ª- Prostituição Juvenil - Presente em qualquer estrada brasileira;
5ª- Crianças sendo exploradas em trabalho infantil.

A RAINHA BUNDA!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010



A Universidade de Oxford, da Inglaterra, depois de estudo intenso, chegou a conclusão de que mulheres com quadris largos e bunda grande vivem mais.

E esse resultado deve ter deixado as britânicas com a sensação de que a vida para elas neste mundo não será tão longa como imaginavam. Não é segredo para ninguém que as senhoras e senhoritas das terras da rainha, vivem como tábuas de passar roupas: Lisas, lisas....Oh, my God!

Os diletos cientistas afirmaram ainda, que essa característica de ter quadris largos e bundão protegem as damas contra o infarto. E vão mais além com a afirmação de que gordura ao redor do quadril é bom, na barriga é péssimo.



Mas o que despertou mais interesse foi no quesito bunda grande. Nos países da África e nos de ascendência africana, se a pesquisa for verdadeira, as mulheres terão vida abundantemente extensa.
As brasileiras, principalmente as mulheres frutas, filé, rabudas e outras mais do mesmo pique, devem nesse momento estar numa comemoração só!


Ah, ah, as poposudas, ah, ah! As preparadas, ah, ah!

God save the bunda!
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Imagens:
1ª e 2ª fotos - Google.
Bunda brasileira/ por Marcos D'Paula (Olhares).
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http://jafogandooganso.wordpress.com

DARCY RIBEIRO SEMPRE!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010




Assisti, pela décima vez, numa dessas TVs por satélite, um documentário que mostra toda trajetória de Darcy Ribeiro. Puta que pariu, desculpem-me, mas como dá saudades!

Não vou aqui ser cronológico, porque já fui em outro momento. Entretanto esse mineiro de Montes Claros é o que o Brasil pariu de melhor em relação ao respeito pelas coisas públicas.

A sua capacidade de enxergar as necessidades do brasileiro, principalmente do pobre e consequentemente dos filhos dessas pessoas carentes, era emocionante.

Não podemos esquecer as pesquisas e estudos com os índios, graças ao Marechal Rondon que o contratou para a sua equipe como naturalista. Darcy foi um dos maiores incentivadores pela criação do Parque do Auto Xingu, que é administrado pela Fundação Nacional do Índio – FUNAI.

O antropólogo não pensava em esmolas, bolsa disso, cesta daquilo, ele pautava na educação. Com bons professores, alimentação de qualidade, assistência médica e odontológica, assistência social, psicológica e esportiva.

Fundou duas universidades, a UNB-Universidade Nacional de Brasília e a Universidade do Norte Fluminense, que vem a ter o seu nome.

Era incansável e deu trabalho até ao câncer que insistia e maltratá-lo.

Não quero ser burocrata, apenas lembrar de Darcy Ribeiro e até estimulo a todos que não imaginam a importância desse cara louco pelo Brasil, que procurem se aprofundar. Depois que tomamos contato com sua história, a maioria absoluta dos homens públicos desse país não passam de pum!

Darcy foi ministro do Governo João Goulart, vice-governador no governo Brizola, senador pelo Rio de Janeiro, entre outros cargos públicos e mentor dos CIEPS. Os outros governos estaduais que vieram após o de Leonel Brizola, “fizeram o favor” de detonar com a iniciativa e preferiram ver as crianças carentes como estão hoje no Rio. Sem escola decente, sem perspectivas de vida e abandonadas cada vez mais pelo sistema público.

Ele tinha um pensamento sobre investimento na educação: “O dinheiro gasto em educação é bem menor do que aquele a ser gasto com presídios”.

Infelizmente muitos preferem a merda que esta hoje sendo despejada sobre nossas cabeças.

Aliás, como diria certo presidente, de certa República...
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Imagem por: Cristina Zappa
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E A VENEZUELA, HEIM!!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010




A afirmação feita pelo presidente Lula no ano passado, num discurso no Maranhão, que “o povo esta na merda”, tem feito escola.

Agora quem esta sentindo coberto de bosta até os fios dos cabelos, da cabeça é claro, são os venezuelanos que tem como presidente ele, o falastrão, Hugo Chávez (ninguém merece)!

De tanto se meter na vida alheia o Cháves, Cháves, Cháves se esqueceu de fazer o dever de casa e permitiu o “estouro da boiada”. A Venezuela passa um dos piores momentos econômicos de sua história.

Obra e graça de seu presidente fanfarrão que não se olha no espelho e vive aporrinhando o povo latino com seus defecos psíco-políticos.

Desvalorização da moeda, dois câmbios, Exército nas ruas para não permitir aumento, repressão, prendo, arrebento e consequentemente, ditadura!

Plagiando o narrador esportivo Sílvio Luiz: “Ta aí o que eu você queria, pelas barbas do profeta”!

Como diria os mais antigos: "Macaco quando quer falar do rabo alheio, senta em cima do próprio".

E de acordo com o capitão Nascimento, “pede pra sair”!!!
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Imagem do blog.estadao.com.br
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SEM RISCOS

sábado, 9 de janeiro de 2010




A mão toca o falo completo, erecto
Desfaço-me em imagens, sonhos
Construo o ideal
Invisto sem risco

Vou
Retorno
Torno ir
Continuo.

É um modo que me atinge
Que exige
Aflige
Alija

Um só
Sem mais ninguém
Ali
Em mim

O ápice chega. O ápice!
Mas é bom
Não tem cobranças
É do meu jeito.

Refeito
Abro as cortinas
O mundo me chama
Temo não ser perfeito.

Mas vou.
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Imagem: colunistas.ig.com.br
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SUMINDO NAS DUNAS



Os dias se passaram sem que ninguém notasse
O tempo se rebelou e com velocidade se foi
As pessoas se entreolhavam e se sentiam perdidas
Até o Arco Íris não veio com a chuva.

As orações foram ouvidas à distância
Os lamentos como um blues de Jonh Lee Hooker
Foram sentidos além do Missíssipi
A angústia tomou conta da cidade.

Rosas de Hiroshima, rosas que não falam
Deitadas sobre o chão
Bocas que não sorriam mais
Ficavam tortas pelo medo.

A corte foi toda à rua
Esperar o que não sabia
Nada podia ser feito
Já que nada fora feito antes.

O tempo continuava correndo
Sumindo, sumindo
Deixamos acontecer
E agora?

O deserto esta chegando perto
As areias se movem
Deixamos acontecer
E agora?

As lágrimas são as únicas reservas de água que nos restam.

(Imagem: imotion.com.br)
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PORCARIAS DE GENTE DROGA!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010


Vou abordar mais uma vez um tema complicado, mas sem usar a hipocrisia do politicamente correto. Serei verdadeiro como sempre sou e expressarei minha opinião, como das outras vezes, da maneira que vejo a coisa.

As drogas são devastadoras e isso ninguém tem a menor dúvida. Assistimos todos os dias crianças e jovens morrendo das formas mais trágicas, por causa dos entorpecentes que são vendidos de todos os jeitos e infelizmente tudo indica que vai demorar muito alguma ação eficaz de prevenção e repressão.

Mas tem uma coisa que me deixa, puto da vida é quando um artista vem a público defender o uso de drogas. Ou quando a gente vai a um show e a figura esta caindo pelas tabelas e passa pra quem assiste que aquilo é um maior barato. O poder de persuasão desse "astro"  sobre a juventude é enorme: “Se o meu ídolo puxa, cheira, se pica é porque posso cair dentro”.

Outra atitude que me causa asco e revolta é quando outros se comportam da maneira omissa e ainda defendem o cara, dizendo que o importante é sua arte e criticas não cabem e por aí segue.

Temos exemplos de “grandes cabeças” e nem preciso citar nomes, que foram ao inferno e muitos ficaram por lá. E ainda me aparecem uns transtornados que afirmam que ficar doidão é legal pra cacete! Que meter a fuça no pó é coisa de esperto, um baseado eleva o astral, evolui a criatividade e deixa calmo. Ora, babaquice é uma praga!

Não sou “patrulheiro” e não fico bem no papel de fiscal, acusador ou juiz. Mas não abro mão de me indignar contra isso. Quer se empanturrar de porcarias fica a vontade! Porém não defenda isso como uma bandeira de qualidade, pois não é.

Só quem tem um filho ou um parente próximo, viciado ou morto, sente a verdadeira dor. Graças a Deus essa maldição não se abateu sobre minha casa, entretanto imagino quanto sofrimento deve ser para uma família que vive esse martírio.
Imagem: Google
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CAMINHOS SÓS

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010



Cassiana não suportava a solidão de todos os dias. Chegar do trabalho e ter apenas uma poltrona para recebê-la. Queria mais que isso, alguém em que pudesse dividir o pouco que tinha de sua vida rotineira. Talvez assim pudesse dar mais sentido e ações.

Foi ao banheiro e se despiu, depositando a roupa usada naquele dia no cesto ao lado da pia. Ligou a banheira e deixou a água morna cair.

Soltou completamente o cabelo, queria um banho total, dos pés até o último fio. Aproveitou e se olhou no espelho e mais uma vez chegou a conclusão que era uma mulher bela e atraente. Um rosto bem desenhado, olhos verde musgo, cabelos cumpridos e picados, seios médios e com mamilos salientes, a vagina depilada, deixando apenas um “bigodinho”, o clitóris que insistia em se mostrar, bunda média, e pernas com pelinhos ralos e dourados.

Mas sempre questionava a si mesma o porque de estar sozinha e sem companhia. Lembrou do último namorado, um administrador de empresa, que um belo dia disse que não podiam mais ficar juntos por incompatibilidade de gostos. Ela se espantou e ficou sem entender. Seria por causa das músicas eruditas que ela ouvia sempre, os livros de Gabriel Garcia Marquez e outros renomados da literatura, ou seriam os filmes de Fellini e Coppola que amava em assistir?

O anterior a esse a acusou de ninfomaníaca. O seu apetite sexual o deixava inibido.

Os outros antes desses sempre tinham uma justificativa em relação a sua postura, intelecto e cultura.

Se libertou dos pensamentos e olhou para trás e viu que o momento era aquele de entrar na banheira. Primeiro um pé, depois o outro e sentou-se, pronto estava completamente coberta pala água relaxante.

Buscou na terceira gaveta no móvel ao lado seus “amigos” das horas solitária. Pegou o maior, se levantou um pouco e lubrificou o “brinquedinho”, um vibrador de 22 cm cumprimento por 8 cm de diâmetro e se penetrou. Com cuidado tornou a descer até água e ali ficou. Aproveitou cada momento, cada orgasmo. Sussurrava, gritava, xingava e gozava. Foram mais de seis vezes e não queria parar...e mais e mais.

Até que cansada, deu uma pausa e mergulhou completamente na banheira e não mais emergiu.

Foi encontrada três dias depois por Lígia, sua irmã mais velha, que não conseguindo entrar em contato chamou a polícia. Arrombaram a porta da casa e ao entrarem no banheiro lá estava Cassiana inerte, silenciosa, solitária e sem vida mas com o rosto sereno e relaxado.

Entretanto um detalhe chamou a atenção de Lígia. Ao lado da poltrona jogado ao chão estava o livro de Milan Kundera " A Insustentável Leveza do Ser".
Imagem do Google
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